Esboço #1

d(eu)s mora nos detalhes

No início, foram os vultos avistados de canto de olho. Justificados pela quase ausência de visão lateral. Seguiu-se uma busca na rede sobre uma explicação racional para o fenômeno. Não satisfeito, teorizou a sua própria. A inépcia lexical e o desconhecimento filológico o impediu de denomina-la convenientemente, sua explicação. Para si, Gespenstaugenwinkel. Desde o fim de seus estudos em filosofia, acreditava que apenas essa língua era capaz de recortar o(s) referente(s) necessário(s) e significar um acontecimento de modo a acomodá-lo suficientemente no significante. E essa expressão lhe bastou, pois jamais lhe ocorrer de relatar as aparições a outra pessoa. E nem o intentava. Sabia que a admissão do evento mudaria a forma com que o restante do mundo o apreendia, enquanto indivíduo e entidade, em seu papel público de transmissão de conhecimento.

(…)

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