Play it again…

Tudo aquilo que existe no universo, inclusive ele próprio, emite uma frequência. O cérebro humano emite pulsos eletromagnéticos, que podem ser medidos  em ciclos por segundos (Hertz).  Nosso cérebro possui aproximadamente 1010 neurônios e estima-se que cada neurônio pode estar coberto por 103 a 105 sinapses que recebem estímulos de outros neurônios. Mas o que interessa é: o nosso cérebro vibra, alternando em ondas de ciclos diferentes de acordo com o nível de atividade cerebral.

 O dó central do piano vibra numa frequência de 16,352 Hz. Basta fazer a conexão: pode ser inaudível, mas todos nós somos possuímos uma música, única. É nisso que eu me baseio quando afirmo que não preciso estar com um fone de ouvido pregado às orelhas para ouvir música. Existe música em tudo no mundo. (Obviamente, não estou falando de uma música audível, mas uma música a qual somos – mais ou menos –  sensíveis).

O problema é que nos distraímos do mundo, deixamos de prestar atenção a essas minúncias por causa da nossa reunião de trabalho às 9h ou as con tas para pagar  ou a prova de semiologia, de forma que existem distrações tanto quanto existam atividades humanas. Mas o que eu quero ressaltar: nós somos música. Páre e ouça. “Ouça”. A forma como aquela menina mexe no cabelo e anda, com passos meio curtos, desajeitados; a senhora carregando a sacola de compras; os operários da construção ao lado; o grupo de jovens tomando vinho barato; o rapaz lendo Schopenhauer na escadaria da universidade; a professora de Literatura Brasileira segurando a criança de uma aluna; a caixa do supermercado; meu gato. Todos tem a sua música. Algumas suaves,  sutis, mas fortes, claras. Outras, se constituem como uma cadenza, profunda e reverente. E é claro que elas acompanham nossos estados de espíritos, assim como a nosso o nível de intensidade da atividade cerebral se modifica com apenas uma sentença proferida – para o alívio ou para a preocupação. Desligue o celular. Permita-se uma hora sem pronunciar palavra. Deixe o fone de ouvido em casa. Feche os olhos em público. Tem músicas, que eu gostaria de não ter que deixar ouvir. Nunca.

[Que tal uma hora de ondas alpha, minha gente? http://www.youtube.com/watch?v=gkovlEKa3-U]

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